
E de repente ela surgiu...
Minhas mãos flamejantes acariciavam-lhe todas as curvas do seu corpo
Toda vez que meus olhos se miravam nela
Todo aquele encanto exalava um elixir de imenso e incalculável gozo
Sabores e odores penetravam todas as entranhas da minha existência
Somente pela porta da íris
A cundaline enfeitiçava
Deixava-me possesso
Enlouquecia-me a cada suspiro que ela dava
E como baila essa nega...
Nesse instante todo o meu corpo era olho e desejo
Meu olfato se aguçava ao máximo para tentar colher do ar aquele cheiro que dela surgia
Um entrelaçar de desejo, loucura e ficção ditavam qualquer história que pudesse surgir
As músicas que passavam registravam no tempo,
Todo aquele momento de delírio e sofreguidão
Era um encanto
...Talvez fosse ela. Era ela. Era ela que mexia somente comigo
Ao termino do dia já não sabia se estivera vivendo ou apenas delirando
Todo aquele prazer incontido na derradeira hora do acaso
Parecia mudo
Inércio
Estivera enfeitiçado?
Laçaram-me algum tipo de encantamento?
Ou são as curvas de seu corpo que criam um bailado encantado e altamente flamejante?
Hoje se me perguntarem detalhes sobre você, saberia responder o resultado dessa minha obsessão.
Saberia perfeitamente a forma como desataria sua calça, o número de seus sapatos, o modelo dos brincos que você não usava, a forma acometida com me olhavas.
Seria no mínimo leviano se ousasse falar, ou até mesmo arriscar o que pensas quando fica tão séria?
Aliás, se rindo você encanta séria você arrasa-me...
Fafá M. Araújo
...
Madrugada do dia 06/06/11