quarta-feira, 7 de agosto de 2013

A Jorge Silva Cia. de Dança completa 30 anos e estreia espetáculo 7, no Espaço Xisto Bahia


Apoiado nas interpretações pessoais acerca da história da chegada dos negros ao Brasil,  o coreógrafo Jorge Silva leva para o palco cenas que dialogam com a herança cultural africana e europeia, em seu novo espetáculo intitulado 7, que estréia no Espaço Xisto Bahia e fica em cartaz de 09 a 11 de Agosto, sexta e sábado às 20h, domingo às 19h, com preço de R$30 (inteira) e R$15 (meia).

Nesse contexto, Silva comentou que a palavra Oferendas norteia a obra coreográfica, “Quando falo de Oferendas, conduzo a palavra oferecer, um alimento, um almoço ou jantar, disponibilizar algo em troca de alguma coisa. Ao partir desse princípio, torna-se inevitável não tocar  em pontos sólidos que estão presentes no catolicismo e candomblé”.

Segundo ele, os seres  humanos sempre recorrem as forças divinas para conquistar um objetivo e por conta disso, propõe alguma coisa. “Já reparou que a seja para os santos ou orixás, os fiéis sempre oferecem uma troca, com o intuito de alcançar uma graça”, questiona Jorge.

Outra percepção que serviu de embasamento para o trabalho artístico, são as maneiras de “orientação” do Homem, que as vezes e feita de forma negativa, “Existe pessoas que assimilam e internalizam uma‘fé equivocada’ o que cria nelas um medo desmedido, onde o pecado toma proporções infinitas”, pontua, Jorge Silva.
É nessa perspectiva que o coreógrafo incluiu no espetáculo 7, trabalho este que marca o 30º ano de atividades artísticas do grupo, cenas que rememoram as atitudes humanas em prol do alcance de suas metas, seja elas boas ou ruins, mas que geralmente estão associadas a uma “ajuda divina”, independente da crença, fé ou religião.

Estreia – No dia da estreia os alunos de escolas e academias de dança, pagarão o preço único de R$5 para assistir o espetáculo. Os interessados devem enviar um email para (jorgesdkompany@gmail.com), com o nome completo para reservar o ingresso na bilheteria.











Serviço
Espetáculo 7, da Jorge Silva Cia. de Dança
Data: 09 a 11 de Agosto,
Horários:  Sexta e sábado às 20h, domingo às 19h
Valor: R$30 (inteira) e R$15 (meia).
Local: Espaço Xisto Bahia

Endereço: Rua General Labatut, 27 – Barris  Salvador – BA, 40070-100


Texto: André Frutuôso



sexta-feira, 26 de julho de 2013

Das idas incertas e das vindas talvez ou a (canção de um adeus)


Não esquecerei seu nome.
Não rasgarei suas fotos.
Nem te tirarei de mim.
Se optares por ir, vai.
Vai e carrega contigo a certeza de que aqui eu fico.
Fico no teu encalço,
Com as lembranças dos momentos.
De cada momento de cada sorriso,
De cada talvez.
Os dias de uma tarde chuvosa.
Das noites estreladas.
Sorriso de canto de boca, cabelos cacheados, cervejinhas gelada no bar do Webber.
Vai, leva o tempo que quiser, 
Mas se voltar, se quiser voltar,
Volta...

terça-feira, 31 de julho de 2012

Aos olhos do desejo




Uma vontade enrijecida de te ter umidamente
Suspiros e sussurros calientes que provocam histeria
Lapsos de desejos

Vontades incontidas de sentir o seu pulsar
Testar meu tato em ti e por ele aumentar ainda mais o meu desejo
Vontade de emergir com seu fôlego ardente

E por ele padecer
E para ele, subitamente reviver
Necessidades de vontades sem tamanho

Desejos...
...Necessidades...
...Vontades...
...Necessidades...
Desejos...

Fafá M. Araújo em 31/07/2012

***Um certo registro para marcar o dia do orgasmo

terça-feira, 17 de julho de 2012

Uma luta que reluz a ouro (Um agradecimento à Maíra Azevedo)***



(Um agradecimento à Maíra Azevedo)***

Sua espada reluz a ouro
Suas palavras são adagas afiadas
Um instrumento perfuro cortante
Seu espelho reflete a minha imagem
Meus olhos marejam emoção
Olho pra você e vejo um colo acolhedor
Braços em posição de ataque
Cabeça voltada para a defesa
Por trás de ti vejo inúmeros motivos para guerrear
E você com sua dança faz cair mais de mil à sua frente
Não me lembro de heróis
Não tenho ídolos
Tenho uma lista de mulheres e homens que por seu povo morreriam
Lutariam, brigariam, empunhariam suas armas e vestiriam suas roupas reluzentes
E no final pediriam flores para saudar seus ancestrais


***Seus textos fazem me sentir mais forte 

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Um tanto intento


Queria ouvir as palavras que saem desses lindos e estranhos lábios...
Ser refém desse hálito quente e doce
Deixar surgir os pensamentos mais fugazes, ao olhar o vermelho excitante dessa tua boca

Incrível como pequenas gotas de excitação nos arrebata
Nos coloca em estado de letargia, demência e embriaguês
Queria poder roubar-te um beijo
E poder alimentar essa coisa carnal, visceral que acontece no ápice do encontro

Desejo e sonho
Silencio e som
Lábios entre lábios
Pernas que se enroscam

É o fogo queimando
E o suor evaporando
Desejos acontecendo
Vontades em mim
Vontades sem fim


domingo, 25 de março de 2012

É apenas mais um caso de lembrança e nada mais...


Hoje tive vontade de reviver histórias,
De revisitar pessoas,
De andar tranquilamente pela rua.
O Tempo, senhor que tudo vê e de tudo estar a par, me pediu para fazer tudo,
Ou quase tudo.
Eu, menino esperto que sou, ou que pelo menos que acho que sou
Resolvi correr o risco e riscar por essa vida todo sentimento que em mim brota.

Hoje tive vontade de mergulhar
De ir fundo nos meus sentimentos
De ir ao encontro com o acaso
Hoje, foi o dia perfeito para um encontro com minh’alma
Hoje, o rio do meu ser correu foi intenso.

As histórias,
As lembranças,
As pessoas
Brotavam com intensidade e malemolência

Ei, tome esse sorriso que é seu
Devolva-me a saudade de tempos de outrora
Corra em direção ao acaso
Celebre cada gota de encontro
Junte e respingue em tudo,
Aqui e acolá
Lá, lá adiante, 
onde o vento sopra 
e o menino preto soletra toda sua existência.
É lá que existe um amanhã pronto 
para nascer e tudo de novo brotar...

Fafá M. Araújo, 
em 21 de março de 2012



quinta-feira, 22 de março de 2012

Água nossa de cada dia...





"...Debaixo d'água, protegido, salvo, fora de perigo
Aliviado, sem perdão e sem pecado
Sem fome, sem frio, sem medo, sem vontade de voltar
Mas tinha que respirar

Debaixo d'água tudo era mais bonito
Mais azul, mais colorido
Só faltava respirar
Mas tinha que respirar
Todo dia..."

Arnaldo Antunes

segunda-feira, 19 de março de 2012

...




Correndo pelo mundo, vemos todas as imagens em frações de segundo. Passeando pelas paisagens podemos encontrar verdadeiros momentos de felicidade. 
Grande chances de eternizar sensações.


Por Fafá M. Araújo




terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

"Flores murchas num rio de sangue ou A morte anunciada de um sonho de verão"


No horror de uma guerra anunciada
Vemos maldade de tudo que é lado

...Horror
...Terror
...Morte...
Medo...
...Tensão
Choro...
Gritos e mais mortes...

Pelas ruas da cidade vemos caminhos de sangue
Sonhos cortados pelas raízes
Medo em todos os olhares
Faz tempo que a cidade deixou de ser segura
Olhares medrosos pelas janelas
Flores murchas brotando do asfalto manchado de sangue
Homens de palitos e de pensamento fálico tentam desenhar o caminho
da segurança para os simples mortais

E pelas ruas o sangue trilha o seu caminho
Qual negro/a será o próximo alvo?
Quem pagará essa conta?

Enquanto que na barra o sol brilha, nas periferias a noite é fria e sombria...

Fevereiro de 2012 - 120 mortes em sete dias de greve da PM

Por Fafá M. Araújo

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Desejos, momentos e lembranças. Cantiga inesperável da saudade


Saudades de um tempo que não volta
Saudades de lugares já visitados
Saudades de um tempo vivo e presente
Saudades...

Hoje, noite está com gosto de recordação. Com cheiro de lembranças
Olho para trás e vejo a imensidão de coisas que vivi.
Momentos tão singelos, tão meus
Encruzilhada de momentos marcantes e fugazes
Delírios insanos rompendo silêncios
Sorrisos cristalizados e gentis
Coleção de canetas na gaveta
Papel de carta rascunhada na penteadeira
Luzes ofuscantes na minha cara

Borracha
Papel
Caneta
Ou lápis?
Cheiro de café de manhã
Chuva forte no telhado
E canções, várias canções
Alegres canções

Sussurros melancólicos ao pé do ouvido
Canções melancólicas de uma fase juvenil
Ali eu era feliz, lá atrás
Lá onde eu tinha sonhos
Lá onde eu vivia amores, aventuras
Lá sim eu era feliz
Ou seria agora?

Fafá M. Araújo 12.12.11

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Estilhaços de uma prova dos nove...

Uma voz mansa e quieta sussurra algumas palavras aqui dentro
Tão baixinha que não se ouve com tanta nitidez
Parece um ser miúdo que tenta se agigantar ao tempo que várias outras coisas acontecem
Na verdade, a voz que tenta se mostrar, tenta se mostrar para não ser calada
Paro para escuta-la e vejo alguns questionamentos:


Por que amar nos põe em algumas provações tão
humanas e tão dementes?
Quantas formas de pedir socorro existem?
Quais serão as conseqüências de uma relação posta
à duras provas?


Esses questionamentos pulam de mim como algozes de um
momento inquieto, inconcluso
No meio dos guardados tento procurar
respostas a esses questionamentos...
Reviro tudo que possa
parecer algo palpável
Aflito, cansado e confuso vejo um fio de lágrima
querendo se apresentar
Não sei se escorrendo pela face faria encontrar
as suas respostas.

Por Fafá Araújo


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Flores de uma primavera tão sonhada



Nossas histórias não são pra embalar mocinho
Nem pra fazer rir a Casa Grande
Nossos corpos não padeceram ao léu,
Eles serão exaltados nas lindas roupas que vestem nossos orixás

Xangô, Oyá, Ogum despertem a ira do nosso povo sofrido, do nosso povo humilhado
Nana, Oxum, Oxaguiã acalentem os oris desses/as filhos/as que ainda
sofrem com tamanho desrespeito
Que nossos corações possam emergir desse rio de sangue que ainda estão submersos

Vinte oito é a média de meninos mortos em pleno final de semana.
Um pra cada estado, mais o Distrito Federal e ainda sobra um.

Vinte oito são as vezes que dançarei quando, em nossas vidas,
eu ver surgir a primavera

Vinte oito serão as flores que brotarão em nossos corpos,
dessas feridas ainda abertas

Vinte oito, vinte oito, vinte oito...

E daí então saberei que, como Omolú, as feridas que nos
acompanham, serão brechas,
E delas nasceram flores

E delas nasceram, sim, a primavera tão sonhada...


***Para Larissa Nascimento em 21/09/2011

domingo, 24 de julho de 2011

Editando fotos e vivendo fatos...


A fotografia do instante captura todos os momentos de êxtase e
intensidade que circula cada fagulha de segundo
A delicia do beijo inflama e fervilha todo momento de combustão corpórea que esse momento eterniza.
Fechando os olhos, conseguimos ultrapassar o paraíso
o caminho perdido que nos leva a um nada, talvez
E você? Só faz rir
Ri de forma tão serena que apunhala-me sem chance para defesa.
Cada história compartilhada é uma ponte entre o aqui e o ontem
e mais risos...
Parece zombar de mim
Eu que no momento, olho com aquele olhar pidão, aquele olhar de menino carente

Pedindo risos, afagos, carinhos, colos...
...E beijos.
...Suculentos...
...Deliciosos beijos...
Isso tudo faz crescer em mim uma vontade aguda de pura magia, encantamento, tesão e desejo
Meu corpo todo senti a delícia de cada momento
Sinto nos poros meu sangue fervilhar
E esse frio que faz la fora?
Meus sentidos todos aguçados por detalhes
compartilhados com um simples olhar

Fafá M. Araújo

sábado, 11 de junho de 2011

Nascimento de um poema - Para Fafá Araújo



Invento. Intento.

Tento. Penso. Sinto.

Mas O Poema Não Nasce.

Não Gero O Poema.

A Palavra Não Foi Fecundada. Não Se Fez Óvulo. Tento.

Mas Não Gero O Poema.

Invento. Intento. Tento. Penso. Sinto.

Canso. Paro. Reinicio.

Me Enrosco,

Roço,
Me Esfrego,

Me Movimento, Danço,

Bailo Em Cima,
Embaixo,

Por Dentro Das Palavras.

Mas O Poema Não Nasce.

Beijo,
Mordo,
Passo Lingua,
Acaricio Os Verbos,
As Letras,
Os Sons

Mas O Poema Não Nasce.

Fecundar,
Gerar, Brotar.

Parir Poema.



Como Dói.


Daiane Silva***
Pedagoga, tem trânsito entre cinema e dança. É participante do
Projeto Lanterninha, que desenvolve atividades na área de cinema em comunidades
populares da região de Salvador, Região metropolitana
e outros municípios

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Imaginação


E de repente ela surgiu...
Minhas mãos flamejantes acariciavam-lhe todas as curvas do seu corpo
Toda vez que meus olhos se miravam nela
Todo aquele encanto exalava um elixir de imenso e incalculável gozo
Sabores e odores penetravam todas as entranhas da minha existência
Somente pela porta da íris
A cundaline enfeitiçava
Deixava-me possesso
Enlouquecia-me a cada suspiro que ela dava
E como baila essa nega...
Nesse instante todo o meu corpo era olho e desejo
Meu olfato se aguçava ao máximo para tentar colher do ar aquele cheiro que dela surgia
Um entrelaçar de desejo, loucura e ficção ditavam qualquer história que pudesse surgir
As músicas que passavam registravam no tempo,
Todo aquele momento de delírio e sofreguidão
Era um encanto
...Talvez fosse ela. Era ela. Era ela que mexia somente comigo
Ao termino do dia já não sabia se estivera vivendo ou apenas delirando
Todo aquele prazer incontido na derradeira hora do acaso
Parecia mudo
Inércio
Estivera enfeitiçado?
Laçaram-me algum tipo de encantamento?
Ou são as curvas de seu corpo que criam um bailado encantado e altamente flamejante?
Hoje se me perguntarem detalhes sobre você, saberia responder o resultado dessa minha obsessão.
Saberia perfeitamente a forma como desataria sua calça, o número de seus sapatos, o modelo dos brincos que você não usava, a forma acometida com me olhavas.
Seria no mínimo leviano se ousasse falar, ou até mesmo arriscar o que pensas quando fica tão séria?
Aliás, se rindo você encanta séria você arrasa-me...
Fafá M. Araújo
...

Madrugada do dia 06/06/11

terça-feira, 24 de maio de 2011

Morre Abdias do Nascimento, guerreiro do povo negro


Faleceu nesta manhã de terça, 24, no Rio de Janeiro, o escritor Abdias do Nascimento. Poeta, político, artista plástico, jornalista, ator e diretor teatral, Abdias foi um corajoso ativista na denúncia do racismo e na defesa da cidadania dos descendentes da África espalhados pelo mundo. O Brasil e a Diáspora perdem hoje um dos seus maiores líderes.

A família ainda não sabe informar quando será o enterro. Aos 97 anos, o paulista de Franca, passava por complicações que o levaram ao intermanto no último mês. Deixa a esposa Elisa Larkin, o filho e uma legião de seguidores, inspirados na sua trajetória de coragem e dedicação aos direitos humanos.


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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Nomeação para a SerMulher e SEPROMI confirmados hoje no Diario Oficial


Foram nomeados no Diário Oficial do Estado da Bahia de hoje, 05 de maio, o novo Secretário de Promoção da Igualdade Racial, Elias de Oliveira Sampaio e a Secretária de Políticas para as Mulheres, Veralúcia da Cruz Barbosa.
Na edição 20.549 do Diário foi também publicado a lei que modifica a estrutura organizacional e de cargos em comissão da Administração Pública do Poder Executivo Estadual.

***Elias Sampaio é economista formado pela UCSAL, mestre em economia e doutor em administração pela UFBA. Atualmente preside a PRODEB. FOi consultor do PNUD para o Programa de Combate ao Racismo Institucional e membro do comitê programático da Fundação Kellog no Programa de Equidade Racial e Inclusão Social no Nordeste.

***Veralúcia Barbosa (Lúcia Barbosa) é atualmente Dirigente Nacional do MST e Coordenadora Geral do Acampamento de Mulheres Trabalhadoras Rurais da Bahia. participa também da Via Campesina e da Coordenação Nacional do Movimentos Sociais (CMS). Há 10 anos coordena o encontro de trabalhadoras rurais para discutir gênero, feminismo, violência contra a mulher, feminização da pobreza, poder e sexualidade.

domingo, 17 de abril de 2011

Congresso Internacional do Medo - Carlos Drummond de Andrade




Provisoriamente não cantaremos o amor,

que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo e sobre
nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
Carlos Drummond de Andrade






domingo, 10 de abril de 2011

Lista de Filmes Afros

Segue lista de filmes extremamente importantes para a história do povo negro, filmes de muita importância para sabermos nossas raízes. Esta divulgação é muito importante para espalharmos nossos conhecimentos, afim de informar nossos irmãos, formar conhecedores da história do negro.





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terça-feira, 29 de março de 2011

Estudante vítima de Racismo no Rio Grande do Sul








Não tenho nada a dizer
Isso tudo me revolta
Isso tudo me entristece
A dor é coletiva
A dor é ancestral
Me traz a lembrança de outrora
Arranca de mim de forma cruel o sentimento de liberdade

Onde estão que não nos escultam?
Onde estão que não nos protegem?
Meu grito não é ouvido?
Admita.
Isso faz parte de você
Pátria armada que nos agride
Rosto branco que me olha
Que me mede

Devolva aquilo que é meu
Leve de volta a sua ira
Isso que corre nas minhas veias são resquícios de realeza
Respeitem meus cabelos, brancos
Não me entregarei a nenhum momento
Não abaixarei a minha guarda
Não tirarei os meus ancestrais da minha vida
Carregarei até a morte o exemplo das mulheres negras guerreiras que nunca se deixaram abater

E na sua cara cuspirei,
Escarrarei,
A imagem real do que é a minha imensa liberdade

Lágrimas de um Menino Negro (ou a sombra da maldade tem cor)
Por Fafá M. Araújo

quinta-feira, 24 de março de 2011

Uma foto minha e um poema de Landê Onawalê...



Disperso-me por aí
feito brisa
depois
me rejunto e chego como ventania
derrubo coisas
varro a casa
s a f a d a m e n t e
devasso a monotonia
talvez eu seja um vento mau
talvez injusto
pra quem tinha olhos postos no horizonte
a procurar por mim
não me desespero
e não quero
ser feliz de outro jeito
Landê Onawale - O Vento